quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Soneto do Amor Total


Em homenagem ao aniversário de morte do mestre do amor, coloco um poema que me encanta, ao mesmo tempo que faz parte da minha realidade hoje. Queria entregar essas palavras a alguém que me completa e me torna mais feliz a cada dia, embora, nossas diferenças tenham se tornado mais evidentes também.

Amanhã, completaremos oito meses juntos e nesse tempo, muitas das coisas em que eu acreditava deixaram de existir e a única certeza que tenho, é que quero dividir minha vida com ele, por toda nossa eternidade. Eternidade essa que pode não durar para sempre, mas, será lembrada como uma parte essencial de tudo que sou.

Amo-te demais, meu Samurai.



Amo-te meu amor... não cantes

O humano coração com mais verdade

Amo-te como amigo e como amante

Numa sempre diversa realidade.


Amo-te enfim, de um calmo amor prestante

E te amo além, presente na saudade

Amo-te, enfim, com grande liberdade

Dentro da eternidade e a casa instante.


Amo-te como um bicho , simplesmente

De um amor sem mistério e sem virtude

Com um desejo maciço e permanente.


E de te amar assim, muito e amiúde

É que um dia em teu corpo de repente

Hei de morrer de amar mais do que pude.


Vinícius de Moraes



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